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14 August

Instituto LideraJovem debate “Red Flags” e prevenção à violência contra a mulher com adolescentes

Atividade realizada durante o Agosto Lilás discutiu sinais de relacionamentos abusivos, respeito, limites e a importância das redes de apoio

Ciúme excessivo, controle, humilhações, ameaças e tentativas de limitar amizades ou escolhas podem ser sinais de uma relação abusiva. Para refletir sobre como identificar sinais de alerta em relacionamentos, reconhecer comportamentos abusivos e compreender quando determinadas atitudes ultrapassam os limites de uma relação saudável, o Instituto LideraJovem (OSC) promoveu, no dia 12 de agosto, em Lençóis Paulista, uma roda de conversa com adolescentes sobre violência contra a mulher.

Com o tema “Red Flag”, a atividade integrou as ações relacionadas ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Durante o encontro, as adolescentes foram estimuladas a refletir sobre diferentes formas de violência, identificar comportamentos abusivos e compreender a importância do respeito, dos limites e da busca por ajuda diante de situações de violência.

A discussão ganha ainda mais relevância diante do avanço de formas de violência que muitas vezes antecedem agressões mais graves. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, publicado em 2026, apontam um crescimento de 106% nos registros de maus-tratos contra crianças e adolescentes entre 2021 e 2025. O levantamento também evidencia a relevância de ampliar ações de conscientização e diálogo com adolescentes, especialmente diante da exposição cada vez mais precoce a diferentes formas de violência.

Além de reconhecer os sinais de alerta, a atividade abordou a importância da informação, do diálogo e da construção de redes de apoio como ferramentas de prevenção e enfrentamento à violência.

A roda de conversa foi mediada por Aline Salles Pedrazani, integrante da primeira turma do Projeto Formação de Líderes, em 2002, e doutoranda em Sociologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Por meio de atividades dinâmicas e práticas, Aline estimulou a participação, a reflexão e a troca de experiências entre as adolescentes.

“Discutir a violência contra a mulher é questionar as dinâmicas sociais e estruturais que normalizam comportamentos violentos e, ao mesmo tempo, fortalecer redes de apoio entre mulheres, para que possam reconhecer situações de violência, buscar ajuda e se proteger”, destaca Aline.

Para Danieli Roza, gerente de Projetos Sociais do Instituto LideraJovem, levar essa discussão para a adolescência faz parte do compromisso da organização com uma formação cidadã capaz de contribuir para relações mais saudáveis e para uma sociedade mais consciente.

“Falar sobre violência, respeito e relacionamentos saudáveis com adolescentes é também trabalhar prevenção. Nosso papel enquanto Instituto é criar espaços seguros para que elas possam fazer perguntas, reconhecer comportamentos que muitas vezes são naturalizados e compreender que relações saudáveis são construídas a partir do respeito, da escuta e dos limites. Essa é uma conversa que precisa acontecer antes que a violência aconteça”, afirma Danieli.

A jovem Eliessa, de 14 anos, que participou da roda de conversa, destacou a importância de abordar o tema de forma aberta e acolhedora. Para ela, a atividade contribuiu para ampliar a percepção sobre situações de violência e reforçou a importância de buscar apoio quando necessário. “Eu me senti muito acolhida durante a atividade. A forma como os temas foram abordados, sem julgamentos e com muito apoio, me fez perceber que, se um dia eu passar por uma situação assim e precisar de ajuda, não estarei sozinha”, relatou.

A iniciativa reforça a importância de promover espaços de diálogo e educação para a prevenção da violência, especialmente durante a adolescência, período marcado pela construção de valores, vínculos e relações. Por meio do Projeto Formação de Líderes, uma das iniciativas do Instituto LideraJovem, a OSC busca contribuir para que os jovens desenvolvam competências de liderança positiva, consciência social, autonomia e protagonismo. 


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